A misericórdia que se renova com o sol
Jeremias escreve do meio das ruínas. A cidade caiu, o templo foi profanado, a esperança parece um osso seco. E é dali, de dentro da cinza, que sobe a confissão mais luminosa do Antigo Testamento: as misericórdias do Senhor não se acabam.
Há uma teologia escondida em ‘renovam-se cada manhã’. O Deus reformado não economiza graça. Ele a derrama em medidas novas, sob medida para o dia que começa. O cristão acorda, então, em um mundo já visitado pela bondade divina antes mesmo do café.
Pergunte hoje: o que mudará se eu crer, no minuto em que abrir os olhos, que a misericórdia já chegou na frente?
“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã.”
— Lamentações 3:22–23
