Dia 19 de 30
A Mesa Que Inclui Pecadores
Leituras das Escrituras · ARA
“não vim chamar justos, e sim pecadores”
Existe uma segurança que depende de manter distância de certas pessoas. Chamamos isso de prudência, mas às vezes é medo de que a misericórdia atrapalhe a nossa reputação. No extremo oposto, há quem use a palavra inclusão como desculpa para nunca confrontar o mal.
Levi está sentado na coletoria, cercado de dinheiro e desconfiança. Jesus passa, chama-o e depois se senta à mesa com gente que os religiosos preferiam manter longe. Criticado, ele explica: "não vim chamar justos, e sim pecadores". A cena incomoda porque a graça não espera que alguém se torne socialmente aceitável antes de ser convidado.
A reputação é um senhor exigente: pede que escolhamos com quem ser vistos. Jesus faz as duas coisas que evitamos. Acolhe com proximidade e chama ao arrependimento. Oséias já dizia que Deus quer misericórdia, e não sacrifícios oferecidos sem coração.
Jesus veio como médico para os doentes; a graça não é prêmio para quem se considera saudável. Na cruz, ele toma o lugar de pecadores; na ressurreição, cria uma família em que ninguém se apresenta por mérito. Ser declarado justo pela fé humilha o orgulhoso e levanta o envergonhado. A nova vida não é licença para permanecer no pecado; é liberdade para seguir um Salvador que nos chama pelo nome. A mesa de Jesus acolhe sem ser indiferente: ali o pecador encontra perdão e também uma nova direção.