Dia 28 de 30
Quando a Perseverança Precisa de Companhia
Leituras das Escrituras · ARA
“Consideremo-nos também uns aos outros”
O isolamento parece proteger do desgaste. Você falta a um encontro, depois a outro, e logo a distância parece normal. Sozinhos, porém, transformamos uma falha em identidade e um atraso em destino.
Alguns leitores de Hebreus estavam cansados e tentados a abandonar a reunião dos irmãos. O autor não responde com culpa. Lembra que temos acesso ao Pai pelo sangue de Jesus, um grande sacerdote e uma esperança firme. Depois convoca: "Consideremo-nos também uns aos outros", para o amor e as boas obras.
O cansaço sugere que perseverar é apertar os dentes sozinho, sem pedir cuidado a ninguém. Essa autossuficiência parece força, mas nos deixa sem as mãos que Deus colocou por perto.
Cristo abriu o caminho por meio da sua carne oferecida. A sua morte remove a culpa, a sua ressurreição sustenta a esperança e a sua intercessão nos permite chegar perto com coração sincero. As boas obras não produzem acesso; seguem o acesso recebido. Por isso Hebreus manda correr com os olhos em Jesus, e com companhia. A comunidade não substitui Cristo, mas pode ser o meio pelo qual a promessa dele chega a alguém cansado numa semana comum. Ela também não substitui o cuidado de saúde: quando o cansaço é intenso ou persistente, procurar um profissional é sabedoria, não falta de fé.