Dia 30 de 30
A Cidade Onde Deus Habita
Leituras das Escrituras · ARA
“Eis o tabernáculo de Deus com os homens”
Quando o presente dói, duas fugas parecem possíveis: fingir que tudo já está perfeito ou concluir que nada terá sentido. O cinismo chama a desistência de realismo, e a negação chama de fé o que não enfrenta a dor.
A Bíblia termina com novos céus e nova terra. A cidade santa desce, e a voz anuncia: "Eis o tabernáculo de Deus com os homens". A morte deixa de existir e as lágrimas são enxugadas. O fim retoma o começo do Dia 1: criação restaurada, presença sem ruptura, rio e árvore da vida diante do trono. Pedro lembra que é exatamente isso que esperamos, novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.
As duas fugas têm algo em comum: colocam a esperança em nós, seja na nossa capacidade de fingir, seja na nossa conclusão de que nada muda. A esperança bíblica recusa ambas. Ainda há lágrimas, injustiça e morte, mas elas não são eternas.
O centro dessa nova criação é o Cordeiro que foi morto e vive. A cruz garante que Deus não trata o mal com indiferença; a ressurreição garante que o juízo não encerra a história de quem pertence a Cristo. Hoje já temos paz com Deus, somos transformados aos poucos e seremos guardados até estar na presença dele. As nossas obras não compram a cidade; mostram a quem pertencemos.
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