A Bíblia Conta uma Só História

Dia 5 de 30

Um Arco Depois da Tempestade

“Eis que faço novas todas as coisas”
— Apocalipse 21:5

Uma perda recente pode colorir todas as previsões. Um erro parece anunciar outros; uma notícia ruim faz o futuro parecer repetição do pior. Você acorda e, antes de qualquer coisa, a memória da tempestade já está explicando o dia.

Depois do dilúvio, a vida também não voltou instantaneamente ao que era. Havia terra para reconhecer e uma lembrança dolorosa do juízo. Então Deus estabelece sua aliança com Noé e coloca o arco nas nuvens como sinal de que não destruirá novamente a terra por um dilúvio. A promessa não apaga a tempestade, mas impede que ela interprete o futuro sozinha. Isaías retoma a imagem e garante que a misericórdia do Senhor não se afastará do seu povo.

O coração ferido costuma confiar mais na própria memória do que na promessa. Parece mais seguro esperar o pior do que ser surpreendido de novo. Assim, a dor passa a governar a esperança, e chamamos isso de realismo.

A Bíblia inteira caminha para a promessa de Apocalipse: Deus habitará com seu povo e enxugará as lágrimas. A voz do trono anuncia: "Eis que faço novas todas as coisas." Esse futuro não foi garantido por otimismo humano, mas pela morte e ressurreição de Cristo. Jesus entrou na tempestade do juízo, tomou sobre si a condenação e saiu do sepulcro como primícia da nova criação. A graça não manda esquecer a dor; dá um horizonte em que a dor não terá a última palavra.